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Seguro viagem para os Estados Unidos: é obrigatório e quanto de cobertura escolher

Por Caio · Atualizado em outubro de 2026

Resposta rápida: não é obrigatório. Para turismo com visto B1/B2, os Estados Unidos não pedem seguro viagem na entrada. Mas lá não existe atendimento público gratuito para turista, e uma ida ao pronto-socorro pode custar milhares de dólares. Na prática, viajar sem seguro é arriscar o orçamento da viagem inteira.

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O que a imigração pede (e o que não pede)

Brasileiro precisa de visto para entrar nos Estados Unidos. O seguro não entra na lista de documentos exigidos, mas tenha em mãos:

Ter a apólice salva no celular não é exigência, mas ajuda se o agente perguntar como você vai se virar em caso de problema de saúde.

Por que o seguro pesa mais nos EUA

Os Estados Unidos gastam por pessoa em saúde quase o dobro de outros países ricos, e o principal motivo é o preço, não o volume de atendimento. Para quem está de passagem, isso vira conta alta: consulta, exame, remédio e internação são cobrados à parte, e o hospital pode pedir pagamento ou cartão logo no atendimento.

Já houve casos de brasileiros com conta de dezenas de milhares de reais por poucas horas de pronto-socorro, e de internação passando de 10 mil dólares por dia.

Quanto de cobertura escolher

Como não há mínimo exigido, quem define é você. Use esta tabela como ponto de partida:

Seu perfilCobertura médica sugerida
Adulto saudável, viagem curta60 mil dólares ou mais
Viagem com crianças100 mil dólares ou mais
Acima de 60 anos100 mil dólares ou mais, conferindo o limite de idade do plano
Viagem longa, intercâmbio ou esportePlano específico, com cobertura para a atividade

Planos com 30 mil, pensados para a Europa, costumam ser pouco para os Estados Unidos. Além da parte médica, olhe também: regresso sanitário (trazer você de volta ao Brasil em caso grave), medicamentos, atendimento odontológico de urgência, bagagem extraviada e cancelamento de viagem.

O seguro do cartão de crédito serve?

Pode servir, mas confira quatro coisas antes de contar com ele:

  1. Valor: quanto o cartão cobre de despesas médicas? Compare com a tabela acima.
  2. Regra de uso: quase sempre você precisa ter pago a passagem com aquele cartão, às vezes também a hospedagem.
  3. Como paga: muitos funcionam por reembolso. Você paga a conta no hospital e pede o dinheiro de volta depois, com nota e laudo.
  4. Quem está coberto: confira se cobre cônjuge e filhos, e até que idade.

Nos EUA, o reembolso é o ponto fraco: se a conta for alta, ela cai no limite do seu cartão até o dinheiro voltar.

O que olhar no contrato

Erros mais comuns

Dica prática: antes de embarcar, salve no celular o número da central do seguro e o número da apólice. Em caso de problema, ligue primeiro: a central indica onde ir e evita que você pague do bolso.

Como contratar

Compare pelo menos duas cotações com as mesmas datas, o mesmo destino e o mesmo perfil de viajante. Olhe o valor da cobertura em dólar, não só o preço final.

Perguntas frequentes

Seguro viagem é obrigatório para entrar nos Estados Unidos?

Não. Para turismo com visto B1/B2, o seguro não é exigido na entrada. Mesmo assim, é muito recomendado pelo custo da saúde no país.

Quanto de cobertura médica escolher?

Um bom ponto de partida é 60 mil dólares. Para crianças, pessoas acima de 60 anos ou viagens longas, considere 100 mil dólares ou mais.

O seguro do cartão de crédito serve?

Pode servir, se o valor for suficiente e você cumprir as regras do cartão. Lembre que muitos funcionam por reembolso.

Posso contratar depois de chegar?

Algumas seguradoras permitem, mas pode haver carência e regras extras. O mais seguro é contratar antes de embarcar, com cobertura desde o primeiro dia.

Fontes: Chubb — requisitos para viajar aos EUA em 2026 · KFF — preços de saúde nos EUA x outros países · Mala de Aventuras — casos de custo médico e cobertura sugerida · Susep — consulta de seguradoras autorizadas. Regras de entrada podem mudar: confira o site da Embaixada dos EUA antes de viajar.